quarta-feira, março 23, 2011


Foto: Isabella Alves (Reserva Chapada dos Veadeiros/ Nov 2010)


"Que eu sirva para defender as Tuas obras, Senhor! Que a voz do ambiente subordinado a nós seja ouvido...que os seus choros incessantes se calem, e nós, saibamos ouvir, saibamos cumprir com as leis imperfeitas- humanas!"

Isabella Alves

domingo, março 13, 2011

A fila do próximo funcionário



Foto: Eduardo Knapp


Algumas dificuldades são necessárias. A facilidade nos torna vulneráveis a mesmice. A dificuldade nos torna mais esperançosos!

A experiência de vida tem me tornado mais mulher. É difícil lembrar que já cheguei na casa dos vinte. É maravilhoso lembrar do meu passado. Sou grata por tudo que já passei. Por todas as sensações que senti. Por cada grito de alegria que soltei.

Poucos dias atrás presenciei uma cena diferente. Uma fila para emprego. Nada que eu já não tenha presenciado antes. Quarenta pessoas sentadas à espera de "um pode entrar e por quê posso te contratar? ". A proposta do emprego nem era tudo que eu precisava no momento. Mas já valia como experiência para uma próxima entrevista.
Sentamos mais ou menos duas horas. Na espera de um teste de informática. Pessoas diferentes. Totalmente diferentes uma das outras. E eu não sei descrever o meu sentimento do momento. Queria fugir. Teriam que escolher alguém. Algumas pessoas teriam suas imagens aparentemente aceitas. Suas mãos teriam que digitar mais rapidamente neste dia. Uma empresa. Muitas pessoas. Poucas vagas. Um mundo onde concorrer é tarefa primordial. E se este não é o seu dia bom? Lamentamos por você! Entregue seu currículo nos próximos cento e oitenta dias.
Todos podem ter duas opções: Te escolho e automaticamente te aceito. Ou não te quero e não fui com a sua cara! Estaria perdida se Deus não tivesse me aceito.
Continuando com o dilema do emprego...
Fui aparentemente aceita pela empresa. Mas ao mesmo tempo consegui enxergar uma nova imagem. Mas fria, digamos. A outros tempos me dedicaria totalmente sem medir esforços. E hoje, não. Consigo dividir todas as minhas metas. E tenho sede em realizá-las. Percebo que nem tudo que parece ser tão bom é realmente o melhor para a minha personalidade. Ou melhor para os meus sonhos. Viver às vezes merece sacrifícios. Plantamos hoje na esperança de colhermos conquistas. E no fundo temos medo de ficarmos para trás. De não dizermos que vivemos verdadeiramente. De não podermos rir das nossas histórias bestas. De não podermos escolher o que queremos sentir. De não sermos selecionados nas entrevistas da vida.