
Nunca pensei que aos dezenove anos eu poderia guardar, ouvir e ver tantas informações. O ônibus apesar de ser lotado e cansativo pode nos trazer bons momentos! Acredite se quiser. Hoje às quinze horas e vinte minutos, presenciei duas moças. Roupas estampadas, gloss, espelho e uma bolsa maior que a minha. O assunto discutido era filhos. O medo da notícia chegar até o ouvido do pai era o foco da conversa. O mais engraçado era que uma conversa tão íntima não poderia ser relatada em um lugar tão público. Logo, uma moça olhou para trás e palpitou:-Preocupa não menina, eu fiquei grávida com dezesseis. No começo meu pai queria me expulsar de casa, mas depois ele aceitou de boa! Não era tudo que a moça queria ouvir, mas já servia de consolo. Seus olhos estavam no estágio do desespero a procura de um infeliz conhecido. Viria os próximos oito meses, e até quando esta moça iria guardar esse segredo? Fiquei me colocando em seu lugar. Puxa vida. Passar em frente as vitrines de roupas para bebês e tentar negar qualquer consequência. E então percebi o quanto sou imatura e pequena diante dos problemas.
No mesmo dia, me deparei com algo extremamente lindo. Uma criança com no máximo dois aninhos de idade, shortinho azul e com uma camisetinha cavada. Entrou no veículo saltitante. Olhou sorridente para o máximo de pessoas que pode. Como não foi correspondido, seu semblante neutralizou, ficou triste e então se sentou com a sua mãe. O que esperar das pessoas? Pude sentir sua frustração. Uma criança espera ver o mundo tão colorido, porém quando chega as primeiras decepções é difícil se acustumar a elas.E então ela começa a viver um novo processo: o do descobrimento. A hora em que a ficha cai, dói. Saber que esta foi apenas uma das. E então como de costume peguei meu livro e o ônibus começou seu trajeto. Poucas pessoas pessoas perceberam o fato.
Saindo do trabalho, mais um veículo! Que falta me faz um carro, rs! Me sentei do lado direito, olhando para a janela. Depois de dez minutos um rapaz alto, com cabelos castanhos, blusa vermelha e calça jeans se sentou ao meu lado. O seu perfume era diferente, nada de paixão. Diferente, no sentido de ser uma fragrância muito doce. Suas roupas cheiravam a amaciante. Esse rapaz com certeza havia tido cuidados de sua mãe. Estava com uma mochila preta e qualquer ação era calculada, o ar do seu perfeccionismo pairava. Conclusão? Quero que meu maridinho tenha roupinhas com cheirinho de amaciante! Todos reparam. Achei engraçado o assunto que puxei a mim mesma, na hora do ocorrido.Na hora de dormir, naquela hora em que os fatos mais importantes do dia passam em sua cabeça. Essas três cenas voltaram. E então mais um dia tive a chance de descobrir minha personalidade variável. Sou mais emotiva do que pensava. E mais sentimental do que sentia. Entendi que um dos meus grandes sonhos é me casar e ter bebês. Mas tenho medo de não ter moral para discipliná-los neste mundo tão estranho. Porém a cada dia entendo o quanto dependo dAquele que me criou. Vi nitidamente que sou menor do que imaginava. E então tomei uma decisão na mesma noite, após conversar com Deus, tentei esquecer do futuro que ainda não tinha vivido e resolvi descansar para viver um amanhã feliz e seguro.
Estou sem palavras...
ResponderExcluirvc escreve muito bem, quero aprender com vc!
Amiga, cada dia que passa fico mais feliz em saber que Deus me deu uma amiga como vc...
ResponderExcluirque coração! as vezes tbém me pego observando as pessoas, tbém gosto de escrever, mas vc se expressa muito bem. Amei, me emocionei...
e pode ter certeza que os bons sonhos que Deus tem pra vc se cumpriram um a um. Vc merece!
amooo vc
Jesus te abençoe muuuito.
Vc precisa divulgar o blog! eehhe...
ResponderExcluirbjs.