
Ontem no lugar preferêncial do ônibus, avistei um senhor na faixa de seus noventa anos. Camisa xadrez, dobradinha na manga.Uma pele com vestígios do tempo. Pequenos olhos azuis. Olhos translúcidos que traduziam uma velhice de solidão. Realmente a janela daquela alma estava extremamente aberta. Me coloquei em seu simples lugar.Me recordei do dia doze de junho que ainda viria. Teria vivido um verdadeiro amor? Ou no caso tenha alguém para compartilhar suas experiências de vida? Na hora, confesso que senti grande angústia. Procurei os seus filhos. Recordei dos meus pais. Olhei novamente em seus pequenos olhos. Ele deixou cair um pequeno papel no chão. Abaixei e o ajudei. A minha curiosidade é intensa como o meu impulso! Contas com quatro dígitos. E então ele forçava sua fraca visão para enxergar aquela sequência de soma. Me revoltei com as situações frustantes dos aposentados. Senti uma grande vontade de ajudá-lo!De chamar os seus filhos para perto de si.Olhei para a janela. O desembarque aproximava e a incrível sensação que poderia não vê-lo novamente.
Que belo texto amiga! nos faz refetir...
ResponderExcluirbjim querida.
e o twitter?
té mais flor!